quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ALEIJADINHO

Biografia resumida

Escultor, entalhador e arquiteto mineiro da arte barroca, considerado o maior escultor do período barroco.

Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa) nasceu em Vila Rica no ano de 1730 (não há registros oficiais sobre esta data). Era filho de uma escrava com um mestre-de-obras português. Iniciou sua vida artística ainda na infância, observando o trabalho de seu pai que também era entalhador.

Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações. Não se sabe exatamente qual foi a doença, mas provavelmente pode ter sido hanseníase ou alguma doença reumática. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais. 

Na fase anterior a doença, suas obras são marcadas pelo equilíbrio, harmonia e serenidade. São desta época a Igreja São Francisco de Assis, Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões (as duas na cidade de Ouro Preto). 

Já com a doença, Aleijadinho começa a dar um tom mais expressionista às suas obras de arte. É deste período o conjunto de esculturas Os Passos da Paixão e Os Doze Profetas, da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo. O trabalho artístico formado por 66 imagens religiosas esculpidas em madeira e 12 feitas de pedra-sabão, é considerado um dos mais importantes e representativos do barroco brasileiro. 

A obra de Aleijadinho

A obra de Aleijadinho mistura diversos estilos do barroco. Em suas esculturas estão presentes características do rococó e dos estilos clássico e gótico. Utilizou como material de suas obras de arte, principalmente a pedra-sabão, matéria-prima brasileira. A madeira também foi utilizada pelo artista.

Morreu pobre, doente e abandonado na cidade de Ouro Preto no ano de 1814 (ano provável). O conjunto de sua obra foi reconhecido como importante muitos anos depois. Atualmente, Aleijadinho é considerado o mais importante artista plástico do barroco mineiro.






Carregamento da Cruz (escultura em madeira), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas-MG)







Principais obras de Aleijadinho:

Talha

- Retábulo da capela-mor da Igreja de São Francisco em São João del-Rei

- Retábulo da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto

- Retábulo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo em Ouro Preto


Arquitetura

- Projetos de fachadas de duas igrejas (Igreja de São Francisco em São João del-Rei e Nossa Senhora do Carmo em Ouro Preto).


Escultura

- Conjunto de esculturas do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (incluindo as mais conhecidas: "Os Doze Profetas").





Profeta Daniel (pedra sabão), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas-MG)







Você sabia?

- O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é Patrimônio Mundial da UNESCO. O adro é ornado com esculturas em pedra-sabão (estátuas dos Doze Profetas) feitas por Aleijadinho.

Arte Moderna

Arte Moderna

História do Movimento Modernista, artistas do modernismo, literatura e arte modernista, Semana de Arte Moderna de 1922.


Introdução 

Em oposição às formas clássicas, a arte moderna surgiu no final do século XIX em várias expressões artísticas como, por exemplo, pintura, escultura, literatura, arquitetura, fotografia e música. Embora não haja consenso sobre a datação deste período, muitos especialistas em arte consideram que o movimento vai até a década de 1970.

Os impressionistas, primeiros pintores modernos, geralmente escolhiam cenas de exteriores como temas para suas obras: paisagens, pessoas humildes, etc.   

Principais movimentos e correntes artísticas da Arte Moderna:

- Impressionismo

- Pós-impressionismo

- Fauvismo

- Cubismo

- Escola de Paris

- Neoplasticismo

- Expressionismo

- Surrealismo

- Concretismo

- Futurismo

- Pop Art

Principais características da Arte Moderna:

Objetivando romper com os padrões antigos, os artistas modernos buscam constantemente novas formas de expressão e, para isto, utilizam recursos como cores vivas, figuras deformadas, cubos e cenas sem lógica. O marco inicial do movimento modernista brasileiro foi a realização da Semana de Arte Moderna de 1922, onde diversos artistas plásticos e escritores apresentaram ao público uma nova forma de expressão. Este evento ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo. 

Não foi fácil para estes artistas serem aceitos pela crítica que já estava acostumada com padrões estéticos bem definidos, mas, aos poucos, suas exposições foram aumentando e o público passou a aceitar e entender as obras modernistas. 

A Arte Moderna está exposta em muitos lugares, em São Paulo ela pode ser vista no Museu de Arte Moderna, nas Bienais e também em outras formas de exposições que buscam estimular esta forma de expressão. 

Artistas brasileiros

Destacam-se como artistas modernistas brasileiros: Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti, Lasar Segall, Victor Brecheret, Tarsilla do Amaral e Ismael Nery.

Artistas estrangeiros

Destacam-se como artistas modernistas estrangeiros: Pablo Picasso, Matisse, Piet Mondrian, Fernand Léger, Georges Braque e Kandinsky.

Semana de Arte Moderna 



A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências européias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.
Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o conseqüente rompimento com o passado. Novos conceitos foram difundidos e despontaram talentos como os de Mário e Oswald de Andrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura e Anita Malfatti na pintura.
O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitações políticas, sociais, econômicas e culturais. Em meio a este redemoinho histórico surgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas. A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, e a crítica não poupou esforços para destruir suas idéias, em plena vigência da República Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora que então dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticos europeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada em suas preferências artísticas.
A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar os antigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estética seja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como o Futurismo, o Cubismo e o Expressionismo começavam a influenciar os artistas brasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiências vanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917 realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro. Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato, provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna.
O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Entre os escritores encontravam-se Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representada por autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga e Frutuoso Viana.
Em 1913, sementes do Modernismo já estavam sendo cultivadas. O pintor Lasar Segall, vindo recentemente da Alemanha, realizara exposições em São Paulo e em Campinas, recepcionadas com uma certa indiferença. Segall retornou então à Alemanha e só voltou ao Brasil dez anos depois, em um momento bem mais propício. A mostra de Anita Malfatti, que desencadeou a Semana, apesar da violenta crítica recebida, reunir ao seu redor artistas dispostos a empreender uma luta pela renovação artística brasileira. A exposição de artes plásticas da Semana de Arte Moderna foi organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais e contou também com a colaboração de Ronald de Carvalho, do Rio de Janeiro. Após a realização da Semana, alguns dos artistas mais importantes retornaram para a Europa, enfraquecendo o movimento, mas produtores artísticos como Tarsila do Amaral, grande pintora modernista, faziam o caminho inverso, enriquecendo as artes plásticas brasileiras.
A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo a presenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Não havia entre seus participantes uma coletânea de idéias comum a todos, por isso ela se dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança, entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta, e o Movimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideais eram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.
O principal legado da Semana de Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrões europeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional. S





    quarta-feira, 2 de novembro de 2016

    ARTE EFÊMERA


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    Efêmera é o mesmo que efêmero, um termo grego que significa “apenas por um dia”. Refere-se a algo passageiro, transitório, de curta duração. Todas as coisas que são efêmeras têm a característica de não durarem muito, de acabarem passado pouco tempo. Na natureza, existem flores que duram apenas um dia. São as flores efêmeras de determinados cactos, orquídeas e outras plantas. Os insetos do gênero Ephemera, que pertence à família dos Efemerídeos, possuem esse nome porque vivem apenas poucas horas. São insetos pequeninos, atingem no máximo quatro centímetros e habitam as margens dos rios ou locais de água doce. Arte efêmera é todo tipo de arte que não é permanente, ou seja, não perdura através dos tempos. São exemplos dessa arte os grafites, as esculturas em areia ou gelo, os coloridos tapetes de flores construídos nas ruas em celebrações religiosas, as instalações construídas para exibições momentâneas etc.

    Arte efêmera: Instalações, performances e happenings

    Muitas vezes, ao pensarmos em obras de arte, como uma pintura, por exemplo, imaginamos a Monalisa, de Da Vinci, ou O grito do Ipiranga, de Pedro Américo, ou, ainda, esculturas de mármore... Obras que permanecem ao longo do tempo e da história.

    Mas o que dizer de obras de arte pública, por exemplo? Muitas delas foram produzidas com a clara intenção de serem modificadas pela ação do tempo e, até mesmo, de desaparecer, como o grafite, os tapetes feitos com serragem, sementes e folhas - que, em algumas cidades, a população costuma fazer nas ruas, para a celebração de Corpus Christi ou da Semana Santa -, esculturas de areia ou gelo.

    E não podemos esquecer também das instalações, das performances e dos happenings, realizados por artistas contemporâneos, obras que existem apenas durante o tempo em que são realizadas, como a performance Homem-pão, de Tatsumi Orimoto:

    Divulgação


    Ou a obra/performance de Ronald Duarte, Nimbo Oxalá, na qual existe uma preocupação com a execução, como se fosse uma espécie de ritual, podendo ser pensada e lida do ponto de vista do produto realizado naquele momento, ou seja, uma grande coluna de gás carbônico formando uma escultura efêmera:


    Divulgação



    Segundo definição encontrada nos dicionários, efêmero é aquilo que é passageiro, temporário, transitório.



    Eterno/efêmero

    Contudo, nem toda obra de arte pública foi feita para desaparecer. Quando pensamos em monumentos históricos, por exemplo, a intenção é de que permaneçam com o passar do tempo. E performances e happenings podem ser registrados em audiovisual, sendo que, nesse caso, o que permanece é o registro e não a obra em si.

    Temas como a materialidade das obras de arte e a oposição eterno/efêmero são problematizados pela arte contemporânea, pois são questões extremamente ligadas à nossa realidade, ao mundo da velocidade em que vivemos, no qual as notícias de ontem já estão ultrapassadas.

    Um importante artista plástico brasileiro, que também discute a questão da durabilidade da obra de arte, é Vik Muniz. Em seus trabalhos faz uso de técnicas diversas e emprega, com frequência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira, entre outros.

    Em algumas de suas séries, o produto final é a fotografia da obra, devido à perecibilidade dos materiais empregados.
    Divulgação



    Vik Muniz, Mona Lisa.

    Acima, nas réplicas da Monalisa, Muniz utilizou geléia e manteiga de amendoim. Depois fotografou. Trata-se, claramente, uma discussão sobre o eterno versus o efêmero.

    http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/arte-efemera-instalacoes-performances-e-happenings.htm


    Valéria Peixoto de Alencar*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação *Valéria Peixoto de Alencar é historiadora formada pela USP e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. É uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades (Editora Expressão e Arte).

    ARTE EFÊMERA COM MATERIAIS INUSITADOS -

    segunda-feira, 17 de outubro de 2016

    O RATO DO CAMPO E O RATO DA CIDADE

    Há muitos e muitos anos, antes que você, seu pai ou mesmo seu tataravô tivessem nascido, Deus olhou lá do Céu onde Ele mora e viu um planeta vazio, sem forma e escuro girando no espaço. Esse planeta era o nosso planeta Terra. Então, com seu olhar de amor, Deus imaginou tudo o que poderia criar e fez um novo projeto muito especial para fazer desse planeta um lugar maravilhoso cheio de coisas incríveis. Depois de tudo planejado, Deus começou a criação do nosso mundo! Ele levaria sete dias para executar todo seu projeto. Como tudo estava muito escuro, Deus precisava de luz para clarear o mundo, então a primeira coisa que Ele disse foi:
    – Apareça a luz!
    E a luz apareceu imediatamente. Tudo ficou claro e bem iluminado. Deus olhou para a luz e viu que ela era muito boa, então separou a luz da escuridão. A parte clara Ele chamou de DIA, e parte escura chamou de NOITE. E assim terminou o primeiro dia da criação. No segundo dia, Deus olhou e viu muita água cobrindo tudo. Então Ele disse:
    – Separem-se as águas!
    E imediatamente as águas se separaram, formando, no meio delas, uma grande expansão. Essa expansão Deus chamou de Céus. E ali estava o ar que todos os seres viventes precisariam para respirar. Havia água embaixo e água em cima, as nuvens. Deus olhou e viu que tudo tinha ficado muito bom! E assim terminou o segundo dia da criação. No terceiro dia Deus olhou toda aquela água. Ele precisava de um lugar seco para continuar sua criação, então disse:
    – Apareça a porção seca!
    E imediatamente as águas se juntaram de um lado, e a terra seca do outro. A parte seca Deus chamou de Terra, e as águas chamou de Mares. Depois Ele olhou e viu que estava muito bom. Depois olhou a parte seca que tinha recebido o nome de terra e disse:
    – Apareçam todos os tipos de vegetação, de árvore frutífera, de erva e de flores. Tudo que dá semente.
    E no mesmo instante começou a sair da terra tudo o que Ele tinha ordenado. Tudo estava colorido e muito perfumado. A grama verdinha cobria toda a terra, e as árvores carregadinhas de frutas enfeitavam o planeta. Havia jardins com as mais lindas e perfumadas flores. Que maravilhava estava ficando nosso planeta! E Deus viu que estava tudo muito bom e, assim, terminou o terceiro dia da criação. No quarto dia Deus disse:
    – Apareçam os luminares.
    No mesmo instante apareceram o sol, a lua e as estrelas. Esses luminares serviriam para clarear o dia e a noite e, também, para separar os dias e os anos. E Deus viu que tudo tinha ficado muito bom. Assim, terminou o quarto dia da criação. O quinto dia amanheceu iluminado agora pelo brilhante sol que Deus havia criado no dia anterior. Sua luz refletia nas águas e na terra, que estava cheia de flores e lindas árvores. Mas tudo estava muito silencioso. Então disse Deus:
    – Apareçam os répteis, as aves e os animais marinhos.
    No mesmo instante apareceram os jacarés, as tartarugas, muitas e muitas aves de todo tipo e tamanho voando pelo céu com suas lindas asas colorida, cantando cada uma com um som diferente, enchendo o ar de música. O mar ficou cheio de baleias, tubarões e golfinhos, peixes grandes e pequenos que nadavam alegremente na água limpa e transparente. Deus abençoou aqueles animais dizendo para eles crescerem e terem vários filhotinhos para que a Terra ficasse cheia de animaizinhos. Viu Deus que tudo tinha ficado muito bom e, assim, terminou o quinto dia da criação. No sexto dia a Terra já estava bem diferente! Quanta coisa linda Deus havia feito! Mas seu projeto especial ainda não havia terminado. Então Ele disse:
    – Apareçam os animais domésticos e os selvagens de todas as espécies.
    No mesmo instante a Terra ficou cheia de todo tipo de animal mamífero: bois, vacas, cavalos, ovelhinhas, cachorros, gatos, elefantes, leões, tigres, zebras, girafas e todos os que você conseguir lembrar. Tudo ficou muito alegre e barulhento. Os animais corriam e saltavam pelo gramado e comiam da relva verdinha e frutos que encontravam. Bebiam água limpinha dos riachos transparentes e deitavam na grama para tirar um cochilo.
    Tudo estava perfeito, mas Deus ainda precisava criar a última coisa do seu projeto. Dessa vez Ele não iria dizer “apareça”, mas faria de maneira bem especial. Ele pegou terra, misturou com água e moldou o homem. Depois soprou em seu nariz o fôlego de vida e aquele boneco gigante começou a respirar. Deus lhe deu o nome de Adão, e ele era um homem forte e muito bonito. Era perfeito. Depois Deus fez Adão dormir, tirou uma de suas costelas e criou com ela uma linda mulher. Quando Adão acordou e viu aquela mulher maravilhosa que Deus havia feito para ele, deu a ela o nome de Eva.
    Deus disse que eles que deveriam cuidar da natureza, das plantas, dos animais e que também deveriam ter filhos e filhas, formando uma família feliz que encheria a terra. Deus viu que tudo estava muito bom e, assim, terminou o sexto dia da criação.
    Adão e Eva morariam num lindo jardim, que tinha o nome de Éden, e deveriam viver felizes para sempre! Quando o sétimo dia amanheceu, Deus olhou para a Terra e viu que seu projeto especial estava pronto. Tudo estava perfeito e maravilhoso, então Ele abençoou e santificou esse dia e disse que seria um dia para descansar. Aí passou o dia todo no Jardim do Éden com seus filhos Adão e Eva observando a admirando toda Sua criação.
     
    APLICAÇÃO
    O projeto especial de Deus estava terminado, e Ele estava muito feliz! Era seu sonho que o todos cuidassem do novo planeta e não destruíssem as coisas que criou. Mas será que o homem vai cuidar da criação de Deus?

    A CRIAÇÃO DO MUNDO.

    Há muitos e muitos anos, antes que você, seu pai ou mesmo seu tataravô tivessem nascido, Deus olhou lá do Céu onde Ele mora e viu um planeta vazio, sem forma e escuro girando no espaço. Esse planeta era o nosso planeta Terra. Então, com seu olhar de amor, Deus imaginou tudo o que poderia criar e fez um novo projeto muito especial para fazer desse planeta um lugar maravilhoso cheio de coisas incríveis. Depois de tudo planejado, Deus começou a criação do nosso mundo! Ele levaria sete dias para executar todo seu projeto. Como tudo estava muito escuro, Deus precisava de luz para clarear o mundo, então a primeira coisa que Ele disse foi:
    – Apareça a luz!
    E a luz apareceu imediatamente. Tudo ficou claro e bem iluminado. Deus olhou para a luz e viu que ela era muito boa, então separou a luz da escuridão. A parte clara Ele chamou de DIA, e parte escura chamou de NOITE. E assim terminou o primeiro dia da criação. No segundo dia, Deus olhou e viu muita água cobrindo tudo. Então Ele disse:
    – Separem-se as águas!
    E imediatamente as águas se separaram, formando, no meio delas, uma grande expansão. Essa expansão Deus chamou de Céus. E ali estava o ar que todos os seres viventes precisariam para respirar. Havia água embaixo e água em cima, as nuvens. Deus olhou e viu que tudo tinha ficado muito bom! E assim terminou o segundo dia da criação. No terceiro dia Deus olhou toda aquela água. Ele precisava de um lugar seco para continuar sua criação, então disse:
    – Apareça a porção seca!
    E imediatamente as águas se juntaram de um lado, e a terra seca do outro. A parte seca Deus chamou de Terra, e as águas chamou de Mares. Depois Ele olhou e viu que estava muito bom. Depois olhou a parte seca que tinha recebido o nome de terra e disse:
    – Apareçam todos os tipos de vegetação, de árvore frutífera, de erva e de flores. Tudo que dá semente.
    E no mesmo instante começou a sair da terra tudo o que Ele tinha ordenado. Tudo estava colorido e muito perfumado. A grama verdinha cobria toda a terra, e as árvores carregadinhas de frutas enfeitavam o planeta. Havia jardins com as mais lindas e perfumadas flores. Que maravilhava estava ficando nosso planeta! E Deus viu que estava tudo muito bom e, assim, terminou o terceiro dia da criação. No quarto dia Deus disse:
    – Apareçam os luminares.
    No mesmo instante apareceram o sol, a lua e as estrelas. Esses luminares serviriam para clarear o dia e a noite e, também, para separar os dias e os anos. E Deus viu que tudo tinha ficado muito bom. Assim, terminou o quarto dia da criação. O quinto dia amanheceu iluminado agora pelo brilhante sol que Deus havia criado no dia anterior. Sua luz refletia nas águas e na terra, que estava cheia de flores e lindas árvores. Mas tudo estava muito silencioso. Então disse Deus:
    – Apareçam os répteis, as aves e os animais marinhos.
    No mesmo instante apareceram os jacarés, as tartarugas, muitas e muitas aves de todo tipo e tamanho voando pelo céu com suas lindas asas colorida, cantando cada uma com um som diferente, enchendo o ar de música. O mar ficou cheio de baleias, tubarões e golfinhos, peixes grandes e pequenos que nadavam alegremente na água limpa e transparente. Deus abençoou aqueles animais dizendo para eles crescerem e terem vários filhotinhos para que a Terra ficasse cheia de animaizinhos. Viu Deus que tudo tinha ficado muito bom e, assim, terminou o quinto dia da criação. No sexto dia a Terra já estava bem diferente! Quanta coisa linda Deus havia feito! Mas seu projeto especial ainda não havia terminado. Então Ele disse:
    – Apareçam os animais domésticos e os selvagens de todas as espécies.
    No mesmo instante a Terra ficou cheia de todo tipo de animal mamífero: bois, vacas, cavalos, ovelhinhas, cachorros, gatos, elefantes, leões, tigres, zebras, girafas e todos os que você conseguir lembrar. Tudo ficou muito alegre e barulhento. Os animais corriam e saltavam pelo gramado e comiam da relva verdinha e frutos que encontravam. Bebiam água limpinha dos riachos transparentes e deitavam na grama para tirar um cochilo.
    Tudo estava perfeito, mas Deus ainda precisava criar a última coisa do seu projeto. Dessa vez Ele não iria dizer “apareça”, mas faria de maneira bem especial. Ele pegou terra, misturou com água e moldou o homem. Depois soprou em seu nariz o fôlego de vida e aquele boneco gigante começou a respirar. Deus lhe deu o nome de Adão, e ele era um homem forte e muito bonito. Era perfeito. Depois Deus fez Adão dormir, tirou uma de suas costelas e criou com ela uma linda mulher. Quando Adão acordou e viu aquela mulher maravilhosa que Deus havia feito para ele, deu a ela o nome de Eva.
    Deus disse que eles que deveriam cuidar da natureza, das plantas, dos animais e que também deveriam ter filhos e filhas, formando uma família feliz que encheria a terra. Deus viu que tudo estava muito bom e, assim, terminou o sexto dia da criação.
    Adão e Eva morariam num lindo jardim, que tinha o nome de Éden, e deveriam viver felizes para sempre! Quando o sétimo dia amanheceu, Deus olhou para a Terra e viu que seu projeto especial estava pronto. Tudo estava perfeito e maravilhoso, então Ele abençoou e santificou esse dia e disse que seria um dia para descansar. Aí passou o dia todo no Jardim do Éden com seus filhos Adão e Eva observando a admirando toda Sua criação.
     
    APLICAÇÃO
    O projeto especial de Deus estava terminado, e Ele estava muito feliz! Era seu sonho que o todos cuidassem do novo planeta e não destruíssem as coisas que criou. Mas será que o homem vai cuidar da criação de Deus?